Entrada #3

Se as personagens entram e saem de um espaço, e se a saída final da personagem principal não se prende com as presenças alheias, que devo fazer às suas últimas aparições? Se as torno banais, esqueço-me delas, a narrativa fica com pontas por atar. Se atar as pontas soltas, isto deixa de ser fiável, deixa de ser credível, qualquer um entenderá que estou a manipular a acção, a forçar, a forçar, a martelar. Tanto mundo a acontecer, como fui eu meter-me numa narrativa que, fora as prolepses, se passa no raio de uma sala de espera da ala psiquiátrica de um hospital de Lisboa? Isto enlouquece qualquer um.